3/05/2008

Dois ponto Zero.

Não. Nem prozac, gardenal, nada disso. Pede pra que parem o mundo porque você precisa descer. Deixa lá: Contas de matemática, o curto orçamento, o atraso da amada, a topada do dedão. Respira... toma um copo d'agua, escreve uma carta (ou um e-mail, também pode ser), cortar o cabelo pode ser uma boa também. Visual novo é tudo. Entre uma coisa e outra, pense. Peça parada e volte pro seu mundinho corrido.

Sim. Nos acostumamos a correr na vida. De tanto correr esquecemos o gosto da água, do olho no olho, de usar a memória ("Fulano, você sabe qual a roupa que eu estava usando ontem?"). Nos acostumamos a correr e a achar que estamos atrasados.No mundo da tecnologia, os humanos também entra em curto e tem hora que é preciso agir com mais humano do que nunca. Que o fim do ano está chegando e que pouco se fez. Seja lá os motivos de não ter feito não adianta dar pití. Reinveste-se. Pega aquela lata velha que você chamava de objetivo e conceda-lhe um novo jeitão.

Desesperar não dá em nada. Mas é inevitável. Quando menos se espera, chega a tormenta. Invariavelmente muda tudo de lugar. Invariavelmente, o sujeito ganha uma nova versão.

p.s: texto antigo, mas relendo resolvi ressucitá-lo para não deixar o blog as traças.

Um comentário:

Mila disse...

O finalzinho me lembrou a música de abertura do (falecido) seriado Felicity.
A música era New Version Of Me.
E é tudo que eu ando precisando: uma nova versão de mim mesma. Me reinventar.
Tão difícil...

Beijo